“Prática” e “Estágio Supervisionado” na formação de professores: o que revela um curso de Licenciatura em Matemática da UNEB?

Palavras-chave: Prática, Estágio, Formação de professores de Matemática.

Resumo

Este artigo objetiva identificar como a Licenciatura em Matemática da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), campusVII, em Senhor do Bonfim-BA, concebe e articula a discussão sobre “Prática como componente curricular” e sobre o “Estágio supervisionado” em seu Projeto Pedagógico de Curso (PPC), vigente quando da realização desta investigação. Para isso, propôs-se uma pesquisa qualitativa, do tipo documental, cujos instrumentos de produção de dados foram o PPC do curso e algumas resoluções e pareceres do Conselho Nacional de Educação (CNE). Para analisar os dados, fez-se uso da Análise de Conteúdo, seguindo o que propõe Bardin (2009). Após um olhar sistemático do currículo do curso, percebeu-se que a “Prática enquanto componente curricular”, embora presente no documento analisado, carece de melhor definição, e que a situação do “Estágio Curricular Supervisionado” é distinta, tendo sua definição mais consistente no PPC. Espera-se, com este trabalho, apontar a necessidade de que as licenciaturas reflitam sobre o lugar que a “Prática” e os “Estágios” ocupam em seus Projetos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Américo Junior Nunes da Silva, Universidade do Estado da Bahia (UNEB)

Professor do Departamento de Educação da Universidade do Estado da Bahia (Uneb - Campus VII) e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Territórios Semiáridos - PPGESA (Uneb - Campus III). Doutor em Educação pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Mestre em Educação pela Universidade de Brasília (UnB), Especialista em Psicopedagogia Institucional e Clínica pela Faculdade Regional de Filosofia, Ciências e Letras de Candeias (IESCFAC), Especialista em Educação Matemática e Licenciado em Matemática pelo Centro de Ensino Superior do Vale do São Francisco (CESVASF). Foi professor e diretor escolar na Educação Básica. Coordenou o curso de Licenciatura em Matemática e o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) no Campus IX da Uneb. Foi coordenador adjunto, no estado da Bahia, dos programas Pró-Letramento e PNAIC (Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa). Participou, como formador, do PNAIC/UFSCar, ocorrido no Estado de São Paulo. Pesquisa na área de formação de professores que ensinam Matemática, Ludicidade e Narrativas. Integra o Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Matemática (CNPq/UFSCar), na condição de pesquisador e do Grupo Educação, Desenvolvimento e Profissionalização do Educador (Uneb/PPGESA), na condição de vice-líder.

Referências

BAHIA. Resolução CONSEPE 795/2007. Regulamento Geral de Estágio da Universidade do Estado da Bahia. Salvador: Universidade do Estado da Bahia, 2007.

BAHIA. Projeto Pedagógico do Curso de Licenciatura em Matemática da Universidade do Estado da Bahia, campus VII. Senhor do Bonfim: Universidade do Estado da Bahia, 2011.

BAHIA. Resolução CONSEPE nº 2016/2019. Regulamento Geral de Estágio da Universidade do Estado da Bahia. Salvador: Universidade do Estado da Bahia, 2019.

BARDIN, L. Análise de Conteúdo. Lisboa, Portugal: Edições 70, LDA, 2009.

BORBA, M. C. A pesquisa qualitativa em Educação Matemática. Anais da 27ª reunião anual da ANPED. Caxambu, MG, 21-24 Nov. 2004.

BRASIL. LDB. Lei n. 9394 de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. 1996.

BRASIL. Parecer CNE/CES nº 744, de 03 de dezembro de 1997. Apresenta orientações para cumprimento do artigo 65 da Lei 9.394/96 - Prática de Ensino. Brasília, DF, 1997.

BRASIL. Parecer CNE/CP nº 09, de 08 de maio de 2001. Dispõe sobre Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Brasília, DF, 2001a.

BRASIL. Parecer CNE/CP nº 21, de 06 de agosto de 2001. Dispõe sobre Duração e carga horária dos cursos de Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Brasília, DF, 2001b.

BRASIL. Parecer CNE/CP nº 28, de 02 de outubro de 2001. Dá nova redação ao Parecer CNE/CP 21/2001, que estabelece a duração e a carga horária dos cursos de Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Brasília, DF, 2001c.

BRASIL. Parecer CNE/CES nº 1.302, de 06 de novembro de 2001. Propõe as Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Matemática, Bacharelado e Licenciatura. Brasília, DF, 2001d.

BRASIL. Ministério da Educação, Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CP 1, de 18 de fevereiro de 2002. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, Curso de Licenciatura, de graduação plena. Brasília, 2002a.

BRASIL. Ministério da Educação, Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CP 2, de 19 de fevereiro de 2002. Institui a duração e a carga horária dos cursos de licenciatura, de graduação plena, de formação de professores da Educação Básica em nível superior. Brasília, 2002b.

BRASIL. Parecer CNE/CES nº 15, de 02 de fevereiro de 2005. Solicitação de esclarecimento sobre as Resoluções CNE/CP nºs 1/2002, que institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena, e 2/2002, que institui a duração e a carga horária dos cursos de licenciatura, de graduação plena, de Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior. Brasília, DF, 2005.

BRASIL. Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008. Dispõe sobre os estágios de estudantes. Brasília, DF, 2008.

BRASIL. Resolução CNE/CP nº 2, de 01 de julho de 2015. Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial em nível superior (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para graduados e cursos de segunda licenciatura) e para a formação continuada. Brasília, DF, 2015.

BRASIL. Resolução CNE/CP nº 2, de 20 de dezembro de 2019. Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial de Professores para a Educação Básica e institui a Base Nacional Comum para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica (BNC-Formação). Brasília, DF, 2015.

D’AMBRÓSIO. B. S.; D’AMBRÓSIO. U. Formação de professores de matemática: professor-pesquisador. Atos de Pesquisa em Educação, Blumenau, v. 1, n. 1, p. 75-85, 2006.

FLORES, M. A.; DAY, C. Contexts which shape and reshape new teachers’ identities: a multi-perspective study. Teaching and Teacher Education, United Kingdom, v. 22, p. 219- 232, 2006.

GATTI, B. Formação de professores no Brasil: características e problemas. Educação e Sociedade, Campinas, v. 31, n. 113, p. 1355-1379, out.-dez. 2010.

GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5. ed São Paulo. Atlas, 2012.

LIBÂNEO, J. C. Pedagogia e pedagogos para quê? 9. ed. São Paulo: Cortez, 2007.

LINHARES, C. F. S. Trabalhadores sem trabalho e seus professores: Um desafio para a formação docente. In ALVES, N. (org.). Formação de Professores: pensar e fazer. 10. ed. São Paulo: Cortez, 2008. p. 9-36. (Coleção Questões da Nossa Época; v. 1).

MENEZES, M. A. Currículo, formação e inclusão: alguns implicadores. In: FELDMANN, M. G (Org.). Formação de professores e escola na contemporaneidade. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2009. p. 201-220.

PIMENTA, S. G. Formação de professores: saberes da docência e identidade do professor. Revista Faculdade de Educação, São Paulo, v. 22, n. 2, p. 72-89, jul/dez 1996.

PIMENTA, S. G. Formação de professores: Identidade e saberes da docência. In: PIMENTA, S. G. Saberes pedagógicos e atividade docente. São Paulo: Cortez, 1999. p. 15-34.

PIMENTA, S. G. O Estágio na Formação de Professores – Unidade Teoria e Prática? 11. ed. São Paulo: Cortez, 2012.

SANTOS, V. M. O Desafio de Tornar-se Professor de Matemática. In: NUANCES: estudos sobre educação. ano VIII, n. 08. set. 2002. Disponível em: https://revista.fct.unesp.br/. Acessado em: 21 abr. 2020.

SHULMAN, L. S. “Knowledge and Teachinh Foudations of the New Reform”, a Harvard Educational Review, ‎United States, v. 57, n. 1, p. 1-22, 1987.

SHULMAN, L. S. Conocimiento y enseñanza: fundamentos de la nueva reforma. Profesorado. Revista de Currículum y formación del profesorado, v. 9, n. 2, p. 1-30, 2005. Disponível em: http://www.ugr.es/~recfpro/Rev92.html" http://www.ugr.es/~recfpro/Rev92.html. Acesso em: 15 maio 2020.

VIEIRA, E. S. SILVA, A. J. N. S. Dominó Fracionário: uso do material didático para o ensino de frações. Revista Mundo Livre, Rio de Janeiro, v. 6, n. 1, 2020. No prelo.

SUZART, L. A. SILVA, A. J. N. S. O Estágio Supervisionado e o constituir-se professor de Matemática: “ser ou não ser professor?”. Educação Básica Revista, São Paulo, v. 6, n. 1, 2020. No prelo.

Publicado
2020-07-07
Como Citar
Silva, A. J. N. da. (2020). “Prática” e “Estágio Supervisionado” na formação de professores: o que revela um curso de Licenciatura em Matemática da UNEB?. Revista De Educação Matemática, 17, e20034. https://doi.org/10.37001/remat25269062v17id390
Seção
Artigos Científicos