Perfil das licenciandas em Matemática: o que revelam os dados do ENADE (2005-2017)
DOI:
10.37001/remat25269062v24id684Palavras-chave:
Enade; Licenciatura em Matemática; Perfil; Mulheres; Gênero.Resumo
O presente artigo apresenta uma análise documental sobre o perfil das licenciandas em Matemática com base nos dados do Enade de 2005 a 2017. A pesquisa utilizou análise de conteúdo para criar um inventário textual, categorizado em O que revelam os relatórios e Acesso ao curso de Licenciatura em Matemática, ambas sob uma perspectiva de gênero. As cinco edições (2005, 2008, 2011, 2014 e 2017) evidenciam o perfil da mulher que estava se inserindo no referido curso, tendo em conta os marcadores sociais de gênero, raça e classe. Os resultados indicam que os Relatórios dos documentos adotam o conceito de gênero e sexo como sinônimos, além de revelar que há predominância de mulheres brancas nos cursos, com idades médias de 18 a 24 anos, com poucos recursos financeiros e com pais escolarizados até os Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Os resultados indicam que os Relatórios dos documentos adotam o conceito de gênero e sexo como sinônimos, além de revelar que há predominância de mulheres brancas nos cursos, com idades médias de 18 a 24 anos, com poucos recursos financeiros e com pais escolarizados até os Anos Iniciais do Ensino Fundamental.
Downloads
Métricas
Referências
BARDIN, L. Análise de conteúdo. Traduzido por Luís Antero Reto e Augusto Pinheiro. Persona, 1977.
BARRETO, A. A mulher no ensino superior: distribuição e representatividade. Cadernos do GEA, v. 1, n. 6, 2014.
BRASIL. Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004. Institui o Sistema Nacional de Avaliação Superior – SINAES e dá outras providências. Diário Oficial República Federativa do Brasil, Brasília, 2004.
BRASIL. Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012. Institui a Lei de Cotas. Diário Oficial República Federativa do Brasil, Brasília, 2012.
BUTLER, J. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Traduzido por Renato Aguiar. Civilização Brasileira, 2003.
CARMO, L. A. O trabalho doméstico e a saúde das mulheres negras. 2019. 40f. Monografia (Graduação em Psicologia). Universidade de Uberlândia. Uberlândia.
DIAS, C. L.; HORIGUELA, M. L. M., MARCHELI, P. S. Políticas par a avaliação da qualidade do ensino superior no Brasil: um balanço crítico. Educação e Pesquisa, v. 32, n. 3, p. 435-464, 2006.
ENADE. Apresentação. In: INEP. Síntese de Matemática. MEC/INEP, 2020.
ENADE. Relatório Síntese de Matemática. MEC/INEP, 2005.
ENADE. Relatório Síntese de Matemática. MEC/INEP, 2008.
ENADE. Relatório Síntese de Matemática. MEC/INEP, 2011.
ENADE. Relatório Síntese de Matemática. MEC/INEP, 2014.
ENADE. Relatório Síntese de Matemática. MEC/INEP, 2017.
FARIAS, N. MORENO, R. Apresentação da educação brasileira. In: CARRASCO, C. (org.), Estatísticas sob suspeita: proposta de novos indicadores com base na experiência das mulheres. Tradução: Jose Valenzuela Peres. Sempreviva Organização Feminista, 2012.
FRASER, N. Contradições entre capital e cuidado. Princípios: Revista de Filosofia, v. 27, n. 53, p. 261-288, 2020.
FREITAS, W. M. F.; SILVA, A. T. M.; COELHO, E. A. C. GUEDES, R. B.; LUCENA, K; D. T.; COSTA, A. P. T. Paternidade: responsabilidade social do homem no papel de provedor. Revista Saúde Pública, v. 43, n. 1, p. 85-90, 2009.
GUEDES, M. C. A presença feminina nos cursos universitários e nas pós-graduações: desconstruindo a ideia da universidade como espaço masculino. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, v. 15, p. 117-132, 2008.
IBGE. 2009. Censo Demográfico: Pesquisa nacional por amostra de domicílios. 2009. https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/59/pnad_2009_v30_br.pdf
IBGE. Censo Demográfico: Pesquisa nacional por amostra de domicílios. 2005. https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/59/pnad_2005_v26_br.pdf
Inep. Censo da Educação Superior 2014: Notas Estatísticas. 2015. https://download.inep.gov.br/educacao_superior/censo_superior/documentos/2015/notas_sobre_o_censo_da_educacao_superior_2014.pdf
Inep. Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). 2020. http://portal.mec.gov.br/component/content/270-programas-e-acoes-1921564125/sinaes-2075672111/12303-sistema-nacional-de-avaliacao-da-educacao-superior-sinaes.
LIMA, B. S. O labirinto de cristal: as trajetórias das cientistas na Física. Revista Estudos Feministas, v. 21, n. 3, p. 883-903, 2013.
MAIA, C. A invenção da solteirona: conjugalidade moderna e terror moral – Minas Gerais (1890-1948). 2007. 319f. Tese (Doutorado em História). Universidade de Brasília. Brasília.
MARTINELLI FREITAS, R. C. Programas de combate à pobreza: o poder das mulheres às avessas. In C. S. Tornquist., C. C. Coelho., M. C. S. Lago., T. K. Lisboa (Org.). Leituras de resistência: corpo, violência e poder. Editora Mulheres, 2008.
MASOLIVER, M. S. Apresentação. In C. Carrasco (Org.). Estatística sob suspeita: proposta de novos indicadores com base na experiência das mulheres. Traduzido por Jose Valenzuela Peres. Sempreviva Organização Feminista, 2012.
PERROT, M. Minha história das mulheres. Traduzido por Angela M. S. Côrrea. Contexto, 2016.
SCOTT, M. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação & Realidade, v. 20, n. 2, p. 71-99, 1995.
SILVA, E. P. MINELLA, L. S. Mulher, negra, pobre... e cotista: estigmas no ambiente universitário. Anais do 28º SNH: Lugares dos historiadores: velhos e novos desafios. Florianópolis: UFSC, 2015, p. 1-13.
SOUZA, M. C. R. F; FONSECA, M. C. F. R. Relações de gênero, Educação Matemática e discurso: enunciados sobre mulheres, homens e Matemática. Belo Horizonte: Autêntica, 2010.
TARTUCE, G. L. B. P.; NUNES, M. M. R.; ALMEIDA, P. C. A. Alunos do Ensino Médio e atratividade da carreira docente no Brasil. Cadernos de Pesquisa, v, 33, n. 2, p. 455-477, 2010.
TEIXEIRA, M. O. Sistema de indicadores de gênero: instrumento para conhecer e reconhecer a experiência das mulheres. In C. Carrasco (org.). Estatística sob suspeita: proposta de novos indicadores com base na experiência das mulheres. Traduzido por Jose Valenzuela Peres. Sempreviva Organização Feminista, 2012.
TOSI, L. A mulher brasileira, a universidade e a pesquisa científica. Ciência e Cultura, v. 33, n. 2, p. 167-177, 1981.
Downloads
Publicado
Métricas
Visualizações do artigo: 569 PDF downloads: 323
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Revista de Educação Matemática

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Português (Brasil)
Español (España)
English





































