Seja Forte e Corajosa, Maalum! Início da Docência, Colaboração e Senso Espacial na Educação Infantil
DOI:
10.37001/remat25269062v26id884Palavras-chave:
Pesquisa narrativa, Início da docência, Grupo colaborativo, Compartilhamento de práticas, Linguagem matemática e senso espacialResumo
Este artigo resulta de encaminhamentos, reflexões e conclusões da dissertação de mestrado da primeira autora, orientada pelo segundo autor. No escopo da investigação, objetivamos compreender as implicações da experiência de Maalum com o senso espacial (Geometria) na Educação Infantil, a partir de sua narrativa acerca das contribuições da participação longitudinal no Grupo de Estudos e Pesquisas "Outros Olhares para a Matemática" (GEOOM/UFSCar) para a constituição de sua docência inicial. Em termos metodológicos, pautados no método da entrevista narrativa do sociólogo alemão Fritz Schütze, desenvolvemos um diálogo acerca da trajetória/história de vida da docente em início de carreira e de seus atravessamentos/tensionamentos mediados pela linguagem matemática no campo da docência com crianças menores de seis anos. Nesse contexto, ser forte e corajosa em uma sociedade capitalista excludente, que não valoriza a figura do professor, é, no mínimo, um ato de resistência na militância que temos realizado em defesa da urgente profissionalidade de quem atua diretamente nas creches e pré-escolas brasileiras. Dito isso, o referencial teórico mobilizado para a discussão apoia-se em três eixos estruturantes e interseccionais: 1. formação de profissionais da Educação Infantil; 2. currículo da Educação Matemática na infância, com destaque para o desenvolvimento do senso espacial; e 3. colaboração em comunidades educacionais, especificamente com professoras de bebês, crianças bem pequenas e crianças pequenas. Os resultados da experiência em tela, a partir da produção da narrativa de Maalum, evidenciaram que o grupo colaborativo em questão (GEOOM) contribuiu sobremaneira para que a professora iniciante tivesse esperança do verbo esperançar, em uma leitura freireana, e se desenvolvesse profissionalmente ao propor vivências significativas e inovadoras para as crianças com as quais atuou ao longo de sua participação ativa no referido espaço de colaboração.
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